segunda-feira, 18 de setembro de 2017

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Princesa Diana

Hoje faz 20 anos que morreu a Princesa Diana. 
Toda a gente se lembra onde estava durante o 25 de Abril, ou na queda do muro de Berlim, ou quando Santana Lopes anunciou Paulo Portas como Ministro dos Assuntos do Mar. Por exemplo, eu lembro-me o perfeitamente do dia da morte de Diana, e pelo sim pelo não, vendi o Fiat Uno branco. Na altura enviei os meus pêsames à família real, mas não sei o que fizeram com eles, pois até hoje ainda não mos devolveram. 

No funeral da Princesa Diana, o Elton John fez uma cover dele próprio e cantou a música "Candle in the wind", o que não foi mau, mas podia muito bem ter cantado qualquer uma dos Crash Test Dummies. Elton John cantou no funeral de Diana semanas depois de terem estado juntos ao funeral de Gianni Versace. O ícone do mundo da moda foi morto pelo seu amante 20 anos mais novo. Uma espécie de Carlos Castro mas com abertura fácil. Na altura da sua morte, Diana era a mulher mais fotografada do Mundo. A Princesa Diana era tão famosa que em Angola houve quem desse a perna esquerda para a poder conhecer. 

Aquando da sua separação do Príncipe Carlos, Diana afirmou que havia três pessoas no casamento, referindo-se a Camila Parker-Bowles, uma mulher que tanto consegue ficar bem de vestido como de burka. Na mesma entrevista, a Princesa Diana admitiu que também foi infiel ao Príncipe Carlos. Aliás, no funeral, o Príncipe Carlos passou o tempo todo a tentar evitar um grupo de forcados amadores do Montijo. 

Desde 1997 muita coisa mudou. A capital do Cazaquistão mudou de Almaty para Astana, mas infelizmente o nome do país ficou igual. O Rei Juan Carlos abdicou do trono do trono de Espanha para se poder dedicar à sua grande paixão, o adultério. Foi sucedido pelo filho, Rei Filipe VI de Espanha (V de Portugal). 

Em 1997 o líder norte-coreano, Kim Jong-un tinha 14 anos e ainda não tinha aquele problema no cabelo. Soube-se esta semana que o querido líder - pois também vai a casa remodelar a saúde das pessoas - foi pai. Consta que já vai no terceiro filho, um por cada Guerra Mundial. O parto foi um momento especial e íntimo presenciado por mil e quatrocentos dos oficiais norte-coreanos mais próximos do casal. A criança nasceu com 3,300 kg, perfeitamente dentro da média para um norte-coreano adulto. A mãe da criança, e primeira dama da Coreia do Norte, chama-se Ri Sol-ju. Infelizmente Ri Sol é um nome pouco apreciado na Coreia do Norte, que é um país onde há pouco camarão. 

No futebol, em 1997 o Ruben Neves ainda não era nascido e o Renato Sanches ainda não sabia dizer banco em alemão. A selecção portuguesa contava com estrelas como Luís Figo, Rui Costa ou Carlos Secretário, que era quem escrevia a actas. O jogador mais caro do Mundo chamava-se Denilson, e o mais barato chamava-se Quim Berto e era lateral-direito do Sporting. O lateral-direito do Benfica chamava-se José Sousa, e ambos tinham um segundo emprego na lota. Ricardo Sá Pinto, em excelente momento de forma, enfiava duas batatas no seleccionador nacional Artur Jorge, ainda assim insuficientes para garantir o apuramento para o Mundial 1998. E finalmente, em 1997 Eusébio ainda era vivo, mas já estava conservado em álcool. 

Regresso às aulas está aí, e parece-me o pretexto ideal para uma bonita homenagem à Princesa Diana na forma de uma linha de material escolar. Por exemplo, com um estojo em forma de caixão ou um pisa papéis em forma de Mercedes.

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

O Al Andaluz (ou Península Ibérica para aqueles nascidos depois de 1492)

Foi uma semana repleta de acontecimentos improváveis. Houve eleições em Angola, um eclipse no Sol e um Sporting na Liga dos Campeões. Cheira-me que há mão do General Nhaga nisto. 

O mentor do atentado de Barcelona fez-se explodir acidentalmente em casa na véspera do atentado. Para já está afastada a tese de "Querido Mudei a Casa". Fazer-se explodir antes do grande atentado, deve ser o pior pesadelo de um bombista. Isso e não caber no cinto de explosivos por ter uns quilinhos a mais. No entanto, para manter a linha, não poder comer porco é já uma grande ajuda. De todo o modo, Abdelbaki Es Satty prova-nos que, quando se é bombista, é possível perder peso, rapidamente e sem sair de casa. 

A grande questão é: será que ele continua a poder receber as 72 virgens ou tem apenas direito a prémio de participação? (por exemplo, um cheque brinde em Tancos). 

Julgo que o terrorismo começa logo pelo nome. Nomes como Abouyaaqoub ou Abu Bakr são um verdadeiro atropelo à língua. Fico logo com vontade de rezar em hashtag. Eu nunca me juntaria ao Estado Islâmico, mas por razões estéticas. Por muito que admire o visual Adriano Correia de Oliveira em férias, nunca me iria habituar a usar a barba em forma de babete. 

Uma das pretensões do Estado Islâmico é recuperar o Al Andaluz, ou Península Ibérica para os mais novos, sobretudo aqueles nascidos depois de 1492. Confesso que Andaluz é um nome que fica no ouvido, e até parece que estamos a dar ordens a uma lâmpada, mas alguém devia dizer aos terroristas que viver Lisboa está impossível para quem subsiste com um salário de jihadista. Acho fofinho tratarem-nos pelo nome que ninguém nos chama desde o século oitavo. É como quando a nossa mãe nos trata pela alcunha que tínhamos em pequenos, ou quando se diz Lourenço Marques em vez de Maputo, Checoslováquia em vez de República Checa, ou Serviço Nacional de Saúde em vez de "Tire a senha que nós chamamos quando morrer". Bem sei que não se negoceia com terroristas, mas não vinha mal ao mundo se lhes déssemos Albufeira ou o bairro do Zambujal, ou lhes arrendássemos as nossas florestas durante o Verão. Pior não faziam. 

Reivindicar a Península Ibérica, chama-se a isto sonhar baixo. É ter fantasias com a Maria Vieira, quando se pode imaginar na cama com um tractor. Agradecemos o interesse, mas já temos isto apalavrado a um casal de brasileiros, e não aceitamos lições em como destruir o nosso património cultural. Fazêmo-lo muito bem sozinhos. E também já temos a nossa bandeira feia, obrigado.

Entretanto, foi encontrado um pacote suspeito nas imediações da Casa Branca. Vejo notícias há muitos anos e pelo que percebo - o Nuno Rogeiro que me corrija se estiver enganado - há todo um sector do terrorismo especializado em fazer pacotes e embrulhos suspeitos. Se o terrorismo não der certo, os jihadistas podem sempre ir trabalhar para o shopping. 

Mudando para assuntos sérios, o Fábio Coentrão disse que andam a pôr em causa o seu bom nome. O que ninguém lhe disse é que Coentrão não é um bom nome em lugar algum do mundo. E por falar nomes de desenhos animados, o Yannick Djaló está de regresso a Portugal. A conservatória do registo civil já foi colocado em alerta laranja. 

Ainda em matéria de terror, a Sinnéad O'Connor, que está mais pesada que a consciência da Constança Urbano de Sousa, está indecisa entre o suicídio e ir para a cama com o Russel Brand. O Russel Brand é que não tem dúvidas e já comprou a corda para se pendurar. É o que qualquer homem no seu perfeito juízo faria. Mas isso a Sinnéad O'Connor já deve estar careca de saber.


terça-feira, 22 de agosto de 2017