sexta-feira, 21 de julho de 2017

As transferências de futebol são como casamentos (2ª parte)

As semelhanças entre amor e futebol vão muito para além das palmadinhas no rabo. 

Tanto no amor e como na bola usam-se muitas alcunhas. Ter uma alcunha é essencial para um futebolista, muito mais que uma técnica apurada ou um penteado digno do Prémio Pritzker. Uma alcunha indica-nos o que podemos esperar do jogador. Se for "El Toro", estaremos perante um poço de força. "El Puma" provavelmente será um avançado rápido e oportunista. Já se for "El Abutre" além de oportunista, também é careca. Mas se o suposto é que as alcunhas dos futebolistas sejam ameaçadoras, mais valia que escolhessem coisas que podem realmente matar. Um jogador com a alcunha "El negligência médica" seria bem mais temível que um "El Crocodilo" (à excepção feita, talvez, a uma equipa mista de zebras e gnus). Os futebolistas têm à sua disposição um manancial inexplorado de alcunhas entre as fatalidades mais populares. Desde "El tabaco" e "El diabetes", passando por "El praia não vigiada" (especialmente temível na pré-época de verão), a "El "doença prolongada", ou "El sinistralidade rodoviária". Existe ainda "El trombose", quando se trata de um jogador que paralisa metade dos adversários, ou ainda "El violência policial", especialmente eficaz contra uma equipa maioritariamente negra. 

 Já as alcunhas amorosas estão muito ligadas à comida, sobretudo doces e bolos. Essencialmente alimentos tão calóricos que deixariam uma anorética à beira de um ataque de vómitos. No entanto, tratar o conjuge por "meu docinho" não reflecte a natureza real de uma relação amorosa. Seria bem mais honesto escolher para alcunha comidas que reflectissem o estado da relação: "minha roupa velha", para engates arranjados logo a seguir ao Natal, "minha fast food", para a fraqueza em noites de bebedeira, em que precisamos comer algo rapidamente, mesmo que seja carne de má qualidade; "mina latinha de  atum", quando estamos com alguém simplesmente porque não há mais nada que se coma, ou finalmente "meu arrozinho de cabidela", para quando a namorada está com o período. 

Um clube de futebol que vai ao mercado à procura de reforços é exactamente como alguém que sai para o engate. Imagine-se um clube que anda à procura de um lateral-esquerdo, jovem, simpático, que seja um misto de atributos físicos e técnicos. Enfim, alguém com tudo no sítio. Na abordagem ao mercado convém alguma dose de realismo na visão de nós próprios. Não é bom acharmos logo que somos o Real Madrid, quando na verdade não passamos de um Real Massamá. A bebida é um factor que turva a visão que temos de nós próprios. Normalmente vamos subindo de escalão à medida que bebemos. Podemos começar a noite a sentir que somos o Paços de Ferreira, isto é, com um nível bastante aceitável, e acabar a pensar que somos a selecção brasileira do Mundial de 82. Também há o inverso, quando a bebida dá para a depressão. Aí vamos descendo sucessivamente de divisão até acabarmos a noite nas Distritais. No engate, podemos ser o Sporting, e apostar sobretudo nas camadas mais jovens, ou ser como uma equipa da MLS, e preferir a veterania. Finalmente, não convém ser um Shangai Shenhua, que ataca tudo o que mexe e acaba por gastar mais do que deve.

Tanto no futebol como no engate há diferentes tipos de alvos:
  1. Os que estão ao nosso alcance, que podem vir com um ou outro pequeno defeito, mas bastante aceitáveis no cômputo geral; 
  2. Namoros antigos, que se encontram regularmente a cada saída, com quem há troca de olhares, mas cuja abordagem vai sendo sucessivamente adiada (é melhor deixar que a paixão permaneça platónica, pois trata-se daqueles casos de jogadores que jogam muito bem contra a nossa equipa, mas que deixam de prestar assim que passam para o nosso lado); 
  3. Aqueles que são completamente de evitar. Há que ter padrões. Quem se mostra muito disponível provavelmente já foi mais manuseado que o último pão de forma da prateleira do supermercado, já não está lá muito fresco e tem manchas esquisitas. 
  4. Alvos irrealistas, que a única maneira de ir lá farejar é pelo Instagram.

Em todo o caso, é preciso estar preparado para a rejeição. "Há mais laterais-esquerdos na terra" é a atitude correcta, mesmo que aquele flanco esquerdo corra o risco de acumular mais pó que as narinas do Maradona.


(continua)
(parte I)

quinta-feira, 6 de julho de 2017

Tancos very much

O caso do roubo de material militar do paiol Tancos ocupou as notícias na última semana. Sem câmera, sem vedação, e sem vigilância durante horas. É como se o paiol de Tancos estivesse a ser vigiado pelo casal McCann. E se a vídeo-vigilância avariada e a falta de pessoal efectivo já não fossem suficientes, os únicos cães de guarda que têm são de loiça. Resumindo, a base de Tancos estava mais desprotegida que uma queima das fitas com o Charlie Sheen.

Mas nem tudo é mau. Se por um lado desapareceu material de guerra, que põe em causa a segurança de todos, por outro lado, o paiol assaltado ganhou um espaço de arrumação bem maior. E a verdade é que granadas anti-tanque estão muito demodée. Pese a fraca segurança, o paiol de Tancos mantém uma pontuação muito positiva no Zoomato, recebendo pontos extra pela rapidez do serviço e facilidade de acessos. 

O assalto, porém, não implicou reforço da vigilância nas fronteiras. O exército acredita que, ao contrário de material de guerra, não é fácil roubar linhas imaginárias. O assalto a Tancos revelou sobretudo a falta de organização no exército. O que é pena. Se há coisa que o caso de corrupção no abastecimento das messes prova é que as forças armadas têm gente capaz de se organizar e trabalhar em conjunto. 

Entretanto, noutro caso envolvendo militares, a Polícia Judiciária deteve 12 oficiais por suspeitas de corrupção no abastecimento da messe do exército, na chamada "Operação Zeus". O que é pena. Perdeu-se uma excelente oportunidade de chamar a esta operação "Pesadelos na Cozinha". 

O presidente do Sporting casou-se. Como habitualmente, a imprensa anunciou que Bruno Carvalho tem novo um clube. O que é cruel, pois cria falsas esperanças aos sportinguistas. Para isso eles já têm a pré-época. Ainda no Sporting, Fábio Coentrão assinou por uma época. Trata-se de uma excelente jogada de antecipação do Sporting, que assina com um jogador que já tinha tudo acertado com o Fisco Espanhol. 

O Benfica terá celebrado com o bruxo Armando Nhaga um contrato de prestação de serviços. O acordo de 100 mil euros, incluía, entre outros métodos de bruxaria, o sacrifício de galinhas. Considerando que ainda há uns anos o Benfica pagou 8 milhões pelo guarda-redes Roberto, 100 mil euros não é um valor assim tão elevado a pagar por frangos. Por outro lado, há pouca gente capaz pagar tanto por comida. Assim, de cabeça, só me lembro das Forças Armadas. Outro método do bruxo guineense incluía embeber panos em bagaço. Por muito bom bruxo que seja, Armando Nhaga é péssimo a servir bebidas. Se no Apito Dourado se falava de fruta, agora no chamado "Apito Encarnado" fala-se de galinhas. Ou seja, nos casos de corrupção no futebol português há sempre produtos alimentares ao barulho. O que abre aos nossos dirigentes desportivos boas perspectivas de uma carreira nas Forças Armadas.

A Coreia do Norte lançou um míssil de longo alcance, capaz de atingir qualquer ponto do Planeta. O que motivou fortes censuras da comunidade internacional. O caso de Tancos é um excelente incentivo que Portugal dá à Coreia do Norte, Irão e Canelas F.C. para iniciarem os seus próprios processos de desarmamento. Não percebo o embargo à Coreia do Norte, sobretudo de músicos. Ao contrário do que os músicos dizem no final de qualquer concerto, independentemente do lugar, os norte-coreanos são, efectivamente, o melhor público do Mundo. O Kim Jong-un pode fazer qualquer coisa, que eles aplaudem tudo. Ele pode mandar um peido e eles aplaudem. O apoio do povo Norte-coreano ao seu líder é tão incrível que um dos meus sonhos é ver o King Jong-un a participar no "Preço Certo em Euros". 

Por cá, uma criança de ano e meio esteve desaparecida durante 15 horas na aldeia de Serzedelo. Iuri, de seu nome, foi encontrado a 1 km de casa. Tudo indica que iria a caminho do Registo Civil para mudar de nome. O bebé foi encontrado por uma vizinha que o delatou imediatamente às autoridades. Iuri irá agora cumprir pena agravada, obrigado não só a manter o nome Iuri, o qual terá ainda de acumular outro nome que poderá ir de Ivan a Cátio.

sexta-feira, 30 de junho de 2017

O ar é de todos

Há países cujo nome parece ser de outra coisa qualquer que não um país. Se Arménia é claramente nome de mulher, já Mauritânia parece nome de uma cantora transexual. Trinidade & Tobago soa a empresa de advogados (provavelmente com licença para exercer em Trinidade e Tobago), e os Camarões fazem-nos procurar no mapa por um país chamado Delícias do Mar. Finalmente, se há um país chamado Butão, nada impede que também exista um país chamado Braguilha. Mas adiante.

Nos últimos tempos tem-se registado vários casos de drones que voam muito próximo de aviões. Em 2017 já houve mais de dez incidentes do género, sete dos quais durante o mês de Junho. Em resumo, neste ano já estiveram mais drones à volta de aviões que funcionários da Groundforce. Ainda esta semana houve registo de um incidente entre um drone e um avião da low-cost Ryanair. Este encontro imediato chocou os passageiros, sobretudo quando perceberam que o drone tinha muito melhores condições que a companhia em que viajavam. 

Um drone é uma espécie de helicóptero em versão piny-pon, e cujo nome vem do latim e quer dizer "o ar é de todos". Por lei, estão proibidos de voar perto de zonas de aeroportos. O que é manifestamente insuficiente. Além da proibição de sobrevoar aeroportos, os drones deviam também ser impedidos de sobrevoar azinheiras. Nunca se sabe quando se podem cruzar com Nossa Senhora.

Ainda em matéria religiosa, são cada vez mais as pessoas que não querem que os seus entes queridos vão para o céu, com medo que choquem com drones. O drone ameaça ainda intrometer-se no imaginário musical. Se a Amália estivesse viva certamente cantaria "Se um drone viesse, trazer-me o céu de Lisboa...". Entretanto, Miguel Araújo dos Azeitonas já confirmou que vai refazer a letra da música "Anda comigo ver os aviões" para incluir um verso com drones. Ficam algumas sugestões de coisas que rimam com drone: trombone, mirone, Ivone, e Paula Bobone.

A acrescentar aos sucessivos incidentes com drones, regista-se ainda a falta de entendimento das organizações envolvidas, como a NAV (Navegação Aérea de Portugal), a ANAC (Autoridade Nacional de Aviação Civil), a GPIAAF (Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves e Acidentes Ferroviários), a APPLA (Associação dos Pilotos Portugueses de Linha Aérea), a SINCTA (Sindicato dos Controladores o Tráfego Aéreo) e APANT (Associação Portuguesa de Aeronaves não Tripuladas). O Governo já prometeu tomar medidas concretas, nomeadamente a criação de comissão especializada em sopas de letras. Outra medida falada passa pelo abate de drones. O que pode ajudar a dissuadir potenciais infractores, pois um drone ainda é caro, e ao contrário de um avião, o dinheiro não cai do céu.

Em 2014 foi gravado nos EUA o primeiro filme pornográfico filmado a partir de um drone. Trata-se da maior inovação na História da masturbação desde que deixou de fazer crescer pelos nas mãos. Basicamente, um porno filmado através de drone mistura pornografia com o ponto de vista da informação do estado do trânsito. Além de erótico é informativo: podemos assistir a uma escaldante cena sado-maso lésbica, ao mesmo tempo que sabemos como está a circulação na VCI junto ao nó de Francos. Se isto não é um passo à frente para a Humanidade, então sinceramente não sei o que o será.

A questão é que os drones ainda são uma novidade. Há-de chegar o dia em que um encontro com drone vai ser um acontecimento tão banal e quotidiano como uma greve da TAP. Agora, se em vez de um drone, fosse um anão a obrigar um avião a uma manobra perigosa, aí sim, era uma coisa que não se vê todos os dias.


quarta-feira, 28 de junho de 2017

Armanhando

Armando Nhaga: ganhou tudo o que havia para ganhar pelo Benfica e revela dificuldades em expressar-se na língua portuguesa. Jorge Jesus põe-te a pau, que este gajo faz mesmo o tipo do Sporting

sexta-feira, 23 de junho de 2017

As transferências de futebol são como casamentos (1ª parte)

Dois historiadores de arte contemplam um quadro surrealista. Um vira-se para o outro e diz “pensei que fosse mais gordo”. Ao que o segundo responde, “Não, é Magritte”. 

Mas não percamos mais tempo. Quando um futebolista se casa, é habitual lermos na imprensa títulos como “Joaquim junta-se ao clube dos casados”, ou um lacónico “Betinho tem novo clube”. Mais tarde, descobrimos que o novo clube se chama afinal Futebol Clube da Fernanda ou Elisabete United, e não joga na Champions. 

Em muitos aspectos uma transferência é exactamente como um casamento. A forma como os jornais desportivos anunciam as transferências de jogadores podia muito bem ser aplicada a relacionamentos amorosos: “Arnaldo faz proposta por Armanda”, “Luisinho vai avançar por Carlota”, “Roberta já não escapa”, “Rute quer dar o salto, mas Ricardo Jorge dificulta saída”. 

O período de transferências coincide com a altura em que se celebram mais casamentos, o Verão. E para ambos existe um período de lua-de-mel. A lua-de-mel acaba quando o recém-casado descobre que casou com alguém cujo hálito matinal é comparável à atmosfera de um planeta inabitável, e que a única coisa que tem de fofinho são pilosidades em sítios inesperados. Normalmente quando isto acontece é já demasiado tarde para voltar atrás no empréstimo para compra de um T2 em Massamá. Não é, pois, a despropósito que se usa a expressão “contrair matrimónio”. Tal como quem contrai uma doença, também envolve sérios riscos para a saúde e que podem deixar sequelas para toda a vida. 

No caso do futebolista, a lua-de-mel termina quando o seu novo clube descobre que a que a única coisa que o jogador tem de craque é o som que o joelho dele faz quando corre. E assim, no amor e na bola, é num ápice que se passa de bestial a bosta. 

Hoje em dia tanto casamentos como contratos de futebol são tão pouco duradouros que em vez da expressão “dar o nó”, se devia dizer “prender com velcro”. Apesar de se comprometerem até que a morte os separe, os noivos sabem muito bem que vão sair abaixo da cláusula de rescisão. Seria mais realista que os casamentos fossem mais como os contratos de futebol, e em vez de serem para toda a vida, tivessem uma duração de 5 anos (ou de 1 ano com outro de opção, se algum dos noivos já acusar alguma veterania ou tiver um historial de lesões). E se uma transferência é comparável a um casamento, o que é afinal uma união de facto, se não um empréstimo com opção de compra? 

No amor e no futebol fazem-se juras de amor eterno, com mais tendência a serem quebradas que a anca de uma velha. Ao assinarem pelo novo clube, os futebolistas dão beijinho no emblema e afirmam que “sou deste clube desde pequenino” (o que só lança dúvidas sobre a seriedade de quem inventou osistema métrico). O “sou deste clube desde pequenino” é o equivalente futebolístico ao “amo-te desde o dia em que te vi”, e têm ambos um prazo de validade semelhante à pílula do dia seguinte: vale para as próximas 72 horas.


(continua)

sexta-feira, 16 de junho de 2017

O idiota de aldeia, uma profissão em vias de extinção

O idiota de aldeia está em vias de extinção. O gradual desaparecimento desta figura mítica do mundo rural é uma consequência muitas vezes ignorada do êxodo para as grandes cidades. A real ameaça ao idiota de aldeia acompanha a lenta dissolução de outros alicerces do Portugal profundo, como o casamento entre primos directos, o cão chamado Piloto e as pessoas chamadas Perpétua.

Há não muito tempo, não havia aldeia que não se orgulhasse do seu respectivo idiota, cujas competências eram tão diversas como o aconselhamento a girassóis com problemas de orientação, ou a recensão e controlo demográfico de caganitas. No delicado equilíbrio social da aldeia, em que cada um dos habitantes desempenha um papel específico no funcionamento do todo, e em directa dependência uns dos outros, o idiota distinguia-se como figura ímpar da sua comunidade. 

A deslocação da população rural para o contexto urbano teve consequências drásticas para a vida do idiota de aldeia. Além da ameaça ao frágil ecossistema de que faz parte, o idiota de aldeia viu ainda nascer o seu antagonista: o idiota de cidade. 

À medida que o idiota de aldeia começou a ser mais raro que um falante de mirandês a cavalo de um unicórnio, o idiota de cidade crescia que nem pêlos nas sobrancelhas de um velho e multiplicava-se que nem informáticos nos anos 90. O idiota passou, assim, de figura única no imaginário da aldeia (era improvável encontrar-se dois idiotas na mesma aldeia, uma vez que têm um forte sentido territorial), a apenas mais um na multidão de idiotas anónimos que compõem as nossas cidades. A proliferação do idiota comum vulgarizou o papel de idiota, agora ao alcance de qualquer palerma ou imbecil, manchando o bom nome de uma ocupação outrora orgulhosa e digna, e altamente selectiva. Daqui naturalmente se conclui que o idiota de cidade, domesticado e amolecido pelo conforto urbano, mais não é que um retrocesso na grande tradição dos idiotas de aldeia. 

Apesar das evidentes afinidades, existem importantes diferenças entre o idiota e o político. Além de que qualquer um pode ser político, na política qualquer cargo não serve mais que trampolim para um cargo superior. Ser idiota de aldeia porém, não só não é compatível com aparelhos de ginástica, não obedece a uma hierarquia de poder que permita ao idiota da aldeia ascender a idiota da junta, seguido de idiota municipal, e finalmente, de primeiro idiota a idiota da república, com autoridade sobre aqueles idiotas todos. Simplesmente porque ser idiota da aldeia é já alcançar o grau máximo de prestígio na especialidade. 

Ser idiota de aldeia é uma vocação ao alcance de eleitos, abençoados com aquela chispa divina que faz deflagrar a chama descontrolada da estupidez ou até mesmo do fogo, caso acumulem as funções de idiota com as de incendiário da aldeia. Diríamos que é mais fácil para os monges budistas acharem o novo Dalai Lama que para os aldeões acharem um novo idiota que lhes encha as medidas. Urge pois zelar pela preservação desta figura incontornável da ruralidade, para que os nossos filhos possam saber o que é o idiota de aldeia, e quem sabe, possam mesmo vir a sê-lo.

quinta-feira, 15 de junho de 2017