quinta-feira, 8 de novembro de 2018

Stand Up Comedy



Stand Up Comedy
8 de Novembro, 23h
Umbar, Estoril

Rúben Branco convida:
Jorge André Catarino
Miguel Neves


Pastilhas

Dizem que faz mal engolir pastilhas. É verdade. Ainda há dias engoli uma pastilha e agora sempre que me quero peidar faço balões.

sexta-feira, 26 de outubro de 2018

terça-feira, 23 de outubro de 2018

Poderes sobrenaturais

Eu tenho poderes sobrenaturais.
A prova: consigo sempre fazer com que o passe da pessoa que vai à minha frente na cancela do metro deixe subitamente de funcionar. Resulta sempre.

sábado, 20 de outubro de 2018

Stand Up Comedy













"Make Me Rich, Biiitche!"
Open Mic de Stand Up Comedy
21 de Outubro, 21h30
Malt Bar

Comediantes:
Filipa Mota
Gil Prazeres
Rafael Almeida
Jorge André Catarino

MC:
Ruben Branco

terça-feira, 16 de outubro de 2018

Os computadores são de Vénus e as pen de Marte

A tecnologia está a mudar o nosso dia-a-dia, inclusivamente os nossos relacionamentos amorosos. Mas acredito que o contrário também possa ser verdade, há muito de humano na forma como a tecnologia se relaciona. 

Eu só posso imaginar que para um computador ser penetrado por uma pen USB não deva ser uma experiência agradável. Pomos a pen e o computador começa literalmente a contar o tempo que falta até terminar a operação: “Faltam 3 minutos e 52 segundos”. 

Outras vezes, o computador precisa saber antes se a pen tem vírus. E é muito útil, porque se tiver vírus, muitos dos computadores fazem logo a limpeza. É como ir para a cama com uma enfermeira que tem já uma injecção de penicilina preparada. 

No mundo electrónico não há lugar a preliminares. Não há uma carícia, um miminho, um afecto, enfiamos logo a pen sem avisar. E claro, a pen nunca entra à primeira: primeiro tentamos enfiá-la no buraco errado, e depois quando finalmente acertamos no buraco, metemo-la ao contrário. Os computadores têm critérios, são selectivos e gostam de verificar por onde é que a pen andou, e estão sempre prontas a corrigi-la. O facto de os computadores terem as entradas permite-lhes ser picuinhas na hora de escolher as pen, e não aceitam qualquer uma. Não deve haver coisa mais humilhante para uma pen que entrar num computador e o computador não dar por nada. A pen entra toda direitinha e confiante, e depois o computador não a reconhece. Volta a tentar e nada. “Dispositivo não reconhecido, tente novamente”. Mas justifica-se que o computador seja assim, pois sabe que as pen não são esquisitas, são capazes de entrar em qualquer coisa; de modelos mais velhos aos computadores mais recentes, o importante para a pen é que tenham buraco. 

As pen e os computadores têm ritmos muito diferentes. Uma pen pode retirada sem aviso prévio, mas o computador não fica contente. Quando a pen se despacha demasiado rápido o computador fica tão frustrado que faz um som desagradável e protesta: “o seu dispositivo foi removido sem autorização”. Como qualquer um, o computador gosta que esperem por si, até que ele finalmente se sinta satisfeito, e possa autorizar a remoção da pen: “O dispositivo pode agora ser removido”. E esse é o final perfeito, estão ambos saciados e podem seguir o seu caminho. 

Há também aqueles que nunca mais foram os mesmos depois de andarem metidos com o computador ou pen errados. Para esses, tal como as pessoas, o melhor é mesmo formatar e começar de novo.